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domingo, 14 de abril de 2024

Teologia do domínio (dominisno)

 

Teologia do domínio (dominisno)






Definição 


Clique no link abaixo e veja o vídeo sobre a Teologia do Domínio

https://youtu.be/MrtLqd68V4w?si=r3_IeliejoTachNg


A Teologia do Domínio, não é uma teologia, mas sim uma expressão, também conhecida como dominionismo, é um conjunto de ideologias políticas que visam estabelecer o domínio religioso cristão, especialmente neopentecostal, sobre a vida pública e a interpretação da lei bíblica. Essa teologia pode incluir a teonomia*, mas não necessariamente defende a adesão à Lei Mosaica** como base de governo. Ela é aplicada principalmente a grupos cristãos nos Estados Unidos, mas também está presente no Brasil.


Uso da religião visando a obtenção de poder.



Uso da religião na política


* Teonomia, de theos e nomos, é uma forma de governo em que a sociedade seria governada pela "lei divina", um tipo de teocracia cristã. Os teonomistas afirmam que a Palavra de Deus, incluindo as leis judiciais do Antigo Testamento, devem ser cumpridas pelas sociedades modernas.


Constantes ataques ao Estado de direito, ao judiciário e a Constituição.


** Lei Mosaica: A Lei de Moisés é um termo usado com freqüência na Bíblia, em primeiro lugar por Josué (8:32). O termo Lei mosaica é usado nos textos acadêmicos. A Lei mosaica é composta por um código de leis formado por ordens e proibições.


Os seguidores dessa ideologia incluem o reconstrucionismo cristão calvinista, o cristianismo carismático e os movimentos pentecostais Kingdom Now e a Nova Reforma Apostólica. A maioria dos grupos contemporâneos que se enquadram na Teologia do Domínio surgiu nos anos 1970 de movimentos religiosos que reafirmam aspectos do nacionalismo cristão***.


***O nacionalismo cristão identifica a nação com a vontade e ação de Deus no mundo; confunde identidade nacional e cristã; e identifica o serviço da nação a serviço de Deus", escreve o Dr. David W.


No Brasil, a Teologia do Domínio ganhou atenção após declarações de figuras públicas e tem sido associada a grandes igrejas ligadas a movimentos políticos. A ideologia busca influenciar e subordinar a sociedade e a política locais às doutrinas reconstrucionistas oriundas dos Estados Unidos.


Tentativas de embasamento bíblico 


A base bíblica para a Teologia do Domínio encontra-se principalmente em duas passagens do Antigo e Novo Testamento:


- Gênesis 1:28 - Esta passagem é frequentemente citada como a origem do conceito de domínio, onde Deus abençoa a humanidade e lhe dá o mandato de “frutificar e multiplicar-se, e encher a terra, e sujeitá-la; e dominar sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”.


- Isaías 2:2-3 e Apocalipse 17:1–18 - Estas passagens são interpretadas por alguns como um chamado para que os cristãos exerçam influência ou controle sobre as esferas sociais e políticas.


Visões espirituais, profecias e batalhas espirituais como justificativas 


Além disso, o movimento dos Sete Montes ou 7M, que é uma vertente da Teologia do Domínio, baseia sua hermenêutica em visões espirituais, profecias e batalhas espirituais contra os poderes que governam as esferas sociais, as quais, segundo eles, devem ser dominadas por cristãos como parte do cumprimento da Grande Comissão.


É importante notar que a interpretação e aplicação dessas passagens bíblicas variam significativamente entre os diferentes grupos que adotam a Teologia do Domínio, e há muitas discussões teológicas e críticas em torno dessa interpretação.


O que é o mandato dos sete montes (7M)?


Mandato dos Sete Montes, também conhecido como 7M ou Dominionismo dos Sete Montes, é um movimento cristão conservador dentro do cristianismo pentecostal e evangélico. O movimento afirma que existem sete aspectos da sociedade que os crentes devem influenciar: família, religião, educação, mídia, entretenimento, negócios e governo.


Podemos destacar, como exemplo de dominismo, o bolsonarismo, o uso e a manipulação da religião (Teologia da dominação) para ganhos políticos, sociais e econômicos.


Clique no link e veja o vídeo 

https://www.youtube.com/watch?v=QH0J4X-GGgE


A base bíblica para o movimento é derivada de Apocalipse 17:1-18, onde o versículo 9 menciona: "Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes". Além disso, eles acreditam que sua missão de influenciar o mundo através dessas sete esferas é justificada por Isaías 2:2: "E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes".


Os seguidores do movimento acreditam que, ao cumprir o Mandato dos Sete Montes, eles podem trazer o fim dos tempos. O movimento ganhou destaque após a publicação em 2013 de “Invading Babylon: The 7 Mountain Mandate”, de Lance Wallnau e Bill Johnson.


Em seus dois primeiros livros sobre “Os Sete Montes“ – a Profecia das Sete Montanhas e o Manto dos Setes Montes – Johnny Enlow mostrou como os cristãos são chamados para manifestar o Reino de Deus nas sete principais esferas da sociedade: religião, educação, família, governo, economia, artes/celebração e entretenimento. Agora, ele revela as mudanças avassaladoras que espera que ocorram nas próximas décadas em cada uma dessas esferas ao desvendar sua visão e estratégia até o ano 2050.


Como esse movimento influencia a política e os negócios?


O Mandato dos Sete Montes influencia a política e os negócios ao encorajar seus seguidores a se envolverem ativamente nessas esferas com o objetivo de estabelecer valores e princípios cristãos. Na política, isso pode se manifestar através do apoio a candidatos e políticas que refletem suas crenças religiosas. Por exemplo, alguns membros do movimento apoiaram a presidência de Donald Trump, acreditando que ele desempenharia um papel crítico no Armagedom.


Nos negócios, o movimento promove a ideia de que os princípios bíblicos, em teoria, devem orientar as práticas empresariais e financeiras. Isso inclui a liderança ética, a integridade nos negócios e a responsabilidade social corporativa. A visão é que, ao influenciar essas áreas, os seguidores podem contribuir para uma sociedade que reflete os valores do Reino de Deus. Na prática, percebemos que a utilização desses valores, em muita das vezes, não está vinculado apenas aos interesses religiosos, mas sim ao enriquecimento, aumento de poder, conservar privilégios e ampliação do domínio.


Além disso, o movimento acredita que ao exercer influência sobre as sete esferas da sociedade — família, religião, educação, mídia, entretenimento, negócios e governo — eles podem preparar o caminho para o fim dos tempos, conforme sua interpretação das escrituras.


Essa influência é vista como uma forma de “discipulado” das nações, não se limitando apenas à propagação da fé, mas também à transformação da sociedade de acordo com os valores cristãos, na teoria.


As principais críticas 


Os principais críticos da Teologia do Domínio são teólogos e grupos religiosos que argumentam contra a visão antropocêntrica e egoísta que essa teologia pode promover. Eles defendem que a Teologia do Domínio ignora a interdependência e a responsabilidade ética para com todas as formas de vida, promovendo uma exploração desenfreada dos recursos naturais e um desrespeito pelos direitos dos animais.


Além disso, existem críticas específicas relacionadas às implicações políticas e sociais dessa teologia. Por exemplo, alguns críticos apontam para o perigo que ela representa para a democracia, ao favorecer uma visão de mundo onde o poder religioso busca influenciar e controlar as esferas públicas e políticas.


Ataques aos Estado, a Democracia e ao Estado Laico. 


Outras abordagens teológicas, como a Teologia da Criação, surgiram como alternativas, enfatizando o cuidado, a responsabilidade e o respeito pela integridade da criação divina, em contraste com a ênfase na autoridade humana sobre a natureza presente na Teologia do Domínio.


Os prejuízos 


Os prejuízos do dominionismo, ou Teologia do Domínio, são frequentemente discutidos em termos de suas implicações sociais, políticas e ambientais. Aqui estão alguns dos principais prejuízos associados a essa teologia:


Impacto na Democracia: 


O dominionismo pode ameaçar os princípios democráticos ao promover uma fusão entre Estado e igreja, o que pode levar a uma teocracia onde as leis são baseadas em uma interpretação específica da fé cristã, gerando um possível radicalismo religioso (exemplo dos países fundamentalistas) e a intolerância religiosa.


Direitos Humanos: 


Pode haver um risco para os direitos humanos, especialmente para grupos minoritários que não compartilham as mesmas crenças religiosas, pois o dominionismo tende a favorecer os valores de um grupo específico, ou seja, os valores do fundamentalismo.



Minorias sofrem ameaças devido a visão de mundo, valores e  culturas diferentes.


Diversidade Cultural: 


A Teologia do Domínio pode suprimir a diversidade cultural e religiosa, impondo uma visão de mundo uniforme que não reflete a pluralidade da sociedade, a censura, intolerância e perseguições podem ser coisas rotineiras.


Intolerância religiosa - ataques as crenças diferentes


Política Externa: 


No cenário internacional, o dominionismo pode influenciar a política externa de maneira que favoreça conflitos ideológicos e religiosos.


Exemplo: Conflitos no Oriente Médio e tensões entre EUA e China.


Ambiente: 


A ênfase no “domínio” sobre a natureza pode levar a políticas ambientais prejudiciais, incentivando a exploração excessiva dos recursos naturais e a negligência com a sustentabilidade.


Enfraquecimento e desmonte da política ambiental.


Exemplo: As constantes desestruturação e ataques as políticas ambientais ao longo do governo de Jair Bolsonaro.


Clique no link abaixo e veja o vídeo sobre o assunto

https://youtu.be/BtmDaJgDI0k?si=3vqDfHaB4dQK_wKi


Economia:


A influência do dominionismo nos negócios pode resultar em práticas que não são eticamente sustentáveis ou que favorecem interesses corporativos em detrimento do bem-estar social.


Para um poder dominar, outros precisarão ser dominados. A precarização do trabalho é uma série de ações que fere os direitos e a dignidade da pessoa trabalhadora, que pode incluir, entre outras coisas, jornadas longas, remuneração indevida ou ausente, instabilidade e falta de proteção social e laboral.


Exemplo: A precarização do trabalho assalariado e a uberização.


Clique no link abaixo e veja o vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=2ifg2U8A9rI


Educação: 


A inserção de doutrinas religiosas específicas no sistema educacional pode comprometer a qualidade e a neutralidade da educação, limitando o ensino científico e crítico.


Escola sem partido - forma de censura e ataque ao ensino crítico e científico.


Clique no link e veja o vídeo

https://youtu.be/Xo1dSSsHcbg?si=we-hfAGLp6Ef6Z9X


Esses prejuízos são baseados em análises críticas e discussões acadêmicas sobre o tema. É importante notar que as visões sobre o dominionismo são diversas e que há um debate contínuo sobre seu impacto na sociedade.


Conto da Aia


Veja a série "O conto da Aia" (disponível em várias plataformas de streaming)

https://www.google.com/search?gs_ssp=eJzj4tVP1zc0TM4zS6o0rTIxYPTiSc7PK8lXSElVSMxMBACAbAji&q=conto+de+aia&oq=conto+de&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqDQgBEC4Y1AIYsQMYgAQyBggAEEUYOTINCAEQLhjUAhixAxiABDIKCAIQABixAxiABDIHCAMQLhiABDIHCAQQLhiABDIHCAUQABiABDIHCAYQABiABDINCAcQLhjUAhixAxiABDIHCAgQLhiABDIHCAkQLhiABDIHCAoQLhiABDIHCAsQLhiABDIHCAwQABiABDIHCA0QABiABNIBCDc3MjNqMGo3qAIUsAIB&client=ms-android-samsung-gs-rev1&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8



Uso da religião para obtenção de ganhos ecônomicos, políticos, culturais, sociais entre outros benefícios.


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